"Os empresários querem é mandar"
O presidente da Câmara Municipal de Guabiruba, Vilmar Gums (PSDB), soltou o verbo na classe empresarial do município e que liderou um movimento pela manutenção de nove cadeiras naquela casa. As palavras foram ditas após o término da sessão extraordinária desta sexta-feira (30) - votação do projeto de lei de emenda à Lei Orgânica que fixava em 11 vagas.
Gums ironizou o manifesto realizado no interior do Legislativo por um grupo de pessoas. Entre eles estavam alguns empresários do município. O presidente da Câmara disse que considera válido esse tipo de manifesto, mas mirou na atuação dos empresários.
"Sou contra meia dúzia de empresários querer se manifestar dessa forma. Eles têm, sim, é mais que ajudar as entidades no município que precisam, como a Associação Hospitalar, que está caindo aos pedaços e pouca gente ajuda a nossa Associação", disse.
O presidente da Câmara defendeu que o aumento em duas vagas daria maior representatividade da população no Legislativo. Sem farpas, disse ainda que na época de eleições, a classe empresarial se envolve no assunto, mas para eleger pessoas de seu interesse.
"Os empresários querem é mandar. Quando chega a época de eleição, eles pegam um ou dois candidatos, carregam nas costas e gastam horrores", cutucou ele, dizendo que o resultado não lhe faria diferença, pois não tem "o rabo preso com ninguém".
O presidente do Núcleo de Empresários de Guabiruba, Juliano Schumacher, um dos que liderou a campanha pela manutenção das nove cadeiras, também não poupou criticas à atuação dos vereadores que queriam o aumento. Principalmente sobre as manobras usadas para aprovar o projeto.
Como a interrupção da sessão por alguns minutos e a tentativa de não votar sexta-feira o projeto, por conta da ausência de um vereador, o que daria outro rumo à votação. "Prevaleceu o bom-senso dos vereadores. Uma manobra parecida com a de terça passada. Eu diria que era desespero por uma causa que ele (Gums) viu que estava perdida. Fazendo uma analogia, é a pessoa que está morrendo e se agarra em qualquer coisa que aparece", comparou.
Quem também criticou as manobras adotadas pelo presidente da Câmara foi Merolli Habtzreuter, que fez uma campanha utilizando redes sociais, no sentido de movimentar a população contra o aumento no número de vagas para vereadores.
"Não precisava de uma sessão extraordinária hoje. E aí, quando ele conseguiu o intuito dele e viu que tinha vereadores faltando, quis voltar atrás para ser na próxima sessão. Com certeza já pensando em alguma coisa que não é a vontade do povo" disse.
O público que estava no local aplaudiu o resultado da votação assim que o presidente da Casa fez o anúncio de que o projeto estava rejeitado.



